Avião 777-200 desaparece com 239 pessoas a bordo na Malaysia - Diario CV

Avião 777-200 desaparece com 239 pessoas a bordo na Malaysia

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Chineses estão a valorizar muito mais a tese de atentado do que de acidente. (Atualizadas às 15h40)
Uma série de fatores está a alimentar a especulação de que o desaparecimento do avião da Malaysia Airlines, que transportava 239 pessoas e que está desaparecido, possa ter sido causado por um atentado. Um deles é a divulgação por parte da China de uma lista de passageiros em que dois dos nomes de cidadãos chineses estão apagados.
A imprensa chinesa está a especular se não se tratam de suspeitos que podiam ser identificados pelo nome. Porque a ter-se tratado de um incidente causado por terroristas chineses as suspeitas recaem sobre separatistas da etnia uighur, muçulmanos que se queixam de discriminação e opressão por parte da China. E caso houvesse uighures a bordo os seus nomes seriam identificáveis, o que pode explicar terem sido apagados. Ainda a semana passada, um grupo de ativistas desta região matou cerca de 30 pessoas, num atentado numa estação ferroviária chinesa.
Mas há mais fatores que apontam para a tese de atentado: o facto de a companhia (considerada a mais segura da Ásia) não ter recebido qualquer alerta de perigo ou pedido de ajuda por parte do avião e as boas condições atmosféricas que estavam também tornam a hipótese de ter ocorrido um acidente pouco provável.

Buscas aéreas do avião da Malaysia Airlines suspensas
As equipas de resgate suspenderam até domingo a busca aérea do avião da Malaysia Airlines, que desapareceu este sábado com 239 pessoas a bordo quando sobrevoava o Golfo da Tailândia, ao sul do Vietname, informou a transportadora.
A medida foi adotada ao cair da noite na região, cerca de 17 horas depois de a torre de controlo de Subang ter perdido o contacto com o Boeing 777-200 que fazia o voo MH3700, que saiu de Kuala Lumpur às 00h41 (16h41 de sexta-feira em Lisboa) e que deveria chegar a Pequim, na China, seis horas mais tarde.
“Uma missão internacional de busca e resgate foi mobilizada esta manhã. Por esta altura, as nossas equipas de resgate da Malásia, de Singapura e do Vietname não conseguiram encontrar nenhum vestígio do avião”, afirmou a Malaysia Airlines no último comunicado, noticiado pela AFP, em que refere ainda que “a missão marítima vai continuar, apesar de a missão aérea ser retomada só ao amanhecer”.
Detetada mancha de óleo no mar
As autoridades vietnamitas disseram que os aviões que estavam destacados nas buscas avistaram duas grandes manchas de combustível no mar e que enviaram barcos para a zona.
“Duas das nossas aeronaves avistaram duas manchas de combustível com cerca de 15 a 20 quilómetros de comprimento, que seguiam paralelas com cerca de 500 metros de distância entre ambas”, afirmou à televisão pública, VTV, o porta-voz do exército vietnamita, Vo Van Tuan.
O avistamento destas manchas é o primeiro possível sinal de que o avião desaparecido da Malaysia Airlines pode ter ficado submerso nas águas entre o sul do Vietname e o norte da Malásia.
“Não estamos certos de onde estas duas manchas de combustível podem ter vindo, pelo que enviámos dois navios vietnamitas para a área”, afirmou Tuan.
O Alto Comando da Marinha vietnamita disse em comunicado que o avião se despenhou nas águas do Golfo da Tailândia, entre a Malásia e o Vietname, a cerca de 300 quilómetros da ilha de Tho Chu, na província de Kien Giang, segundo o portal Tuoi Tre.
O avião, voo MH370, com mais de 11 anos, descolou de Kuala Lumpur às 00h41 (16h41 de sexta-feira em Lisboa) e tinha previsto chegar a Pequim seis horas depois.
A torre de controlo de tráfico aéreo de Subang perdeu o contacto com o avião às 02h40 (18h41 de sexta-feira em Lisboa).
“Estamos muito tristes com a informação sobre o voo MH370″, disse o presidente executivo da companhia aérea, Ahmad Jauhari Yahya Malaysia Airlines, em conferência de imprensa.
“A nossa prioridade agora é trabalhar com as equipas de resgate e as autoridades”, acrescentou.
Se o avião caiu, este poderá ser o mais grave acidente com Boeing 777, uma vez que, em 19 anos de história, foi registado um único acidente que causou três mortes.
A Boeing afirmou no Twitter que está a acompanhar toda a informação relacionada com o MH370 e que os seus pensamentos estão com todos os que seguiam a bordo.
12 crianças entre os passageiros
Segundo Ahmad Jauhari, entre os passageiros do avião, seguiam 12 crianças. Dos 227 passageiros, 153 são chineses, 38 malaios, sete indonésios, seis australianos, quatro americanos e três franceses, informou.
No Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur, familiares dos passageiros aguardam com angústia informações sobre o aparelho, mantendo-se afastados da imprensa.
“A minha esposa está a chorar. Todo o mundo está triste”, disse Hamid Ramlan, um polícia de 56 anos, cuja filha de 34 anos seguia a bordo com o filho para umas férias na China.
O pior acidente do transporte comercial aéreo da Malásia aconteceu a 04 de dezembro de 1977, quando um avião da Malásia Arilines se despenhou e morreram as 100 pessoas a bordo.
Familiares dos passageiros sem informações
Os familiares dos passageiros chineses que seguiam no voo da Malaysia Airlines acusam a companhia aérea de os deixar ‘às escuras’ relativamente ao paradeiro do avião.
Estes familiares foram encaminhados para um hotel perto do aeroporto de Pequim, disseram-lhes que aguardassem dentro do quarto por mais informações por parte da companhia aérea mas até agora ainda ninguém veio. A Malaysia Airlines já veio dizer que pelo menos 152 dos 227 passageiros do voo em causa são chineses.
Fonte: CM

Author: Diario CV

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