“Este governo é, profundamente, corrupto!”

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“Nao podemos falar assim do governo porque perdemos as eleições: Não sei aonde conseguiram esta conclusão de que criticando o paicv não ajuda o MpD ganhar as eleições!! da minha parte infelizmente continuarei assim enquando ouver corrupção no país.”

Os deputados do Movimento para a Democracia apresentaram na Assembleia Nacional uma interpelação ao governo sobre o relatório da queda da ponte da Boa Vista; anel rodoviário do Fogo e outras obras no país, para anistiar os envolvidos em processos sobre crimes e corrupção, tendo o governo através do seu chefe, considerado a inflação do orçamento e outros sinais graves de irregularidades como normais, quando estamos numa floresta de obras. mas ironicamente resolveu não aparecer no parlamento neste dia como também havia feito a ministra Janira Hopffer Almada na sequência do caso de nepotismo envolvendo o querido esposo.

Nos últimos tempos, a corrupção recebeu mais atenção e espaço nos debates públicos, não só em Cabo Verde como também na diáspora, o que parece despontar algum interesse na opinião pública sobre esta matéria, sobretudo com o aumento da riqueza de alguns membros de governo. Mas o premier não é assim tão parvo e não deixou passar em branco o assunto, tendo logo no outro dia viajado para São Vicente tentando lançar o debate sobre a regionalização para desviar a atenção sobre este bizarro assunto que é tema de conversa em todos os cafés e tascas de Cabo Verde. A oposição não deverá nunca entrar nesta isca lançada, porque este assunto não deverá morrer solteiro como tantos outros que passaram durante estes anos de governação. Até porque o paicv nunca esteve interessado com a questão da regionalização e não entendo por que tanta pressa agora, quando o país necessita de medidas para conter as despesas e a melhoria no funcionamento da nossa justiça.

Isto não significa que a questão seja uma novidade . O temor em relação à corrupção, entre atores políticos e instituições, é recorrente em Cabo Verde, como os casos do saco azul; o desvio de vinte e cinco mil contos do cofre da Câmara Municipal dos Mosteiros na altura em que Júlio Correia era presidente da autarquia; o caso do INPS, a construção da moradia do primeiro-ministro ma Prainha; a adjudicação das obras; as nomeações e por ai fora.

No caso da queda da ponte da Boa Vista, por exemplo, o relatório indica que foram omitidos dados pluviométricos e hidráulicos anteriormente observados no dimensionamento da obra e que foi implementada uma modalidade de relacionamento entre projetistas, empreiteiros e fiscalização que “colide” com a legislação vigente e que “não salvaguardou a independência” da fiscalização. No documento constam responsabilidades para várias empresas, entre elas a construtora portuguesa MSF, e o próprio governo. A atual ministra, num vai vem de justificações, acabou por condenar o ex-ministro das Infraestruturas, Manuel Inocêncio, tendo esquecido de que o governo é o mesmo e que o chefe do governo continua ainda no poder e Manuel Inocêncio é agora PCA de uma empresa do Estado sob a tutela da senhora ministra.

No famoso anel rodoviário da ilha do vulcão, segundo uma auditoria técnica, o contrato desta obra está embrulhado num rótulo de ilegalidades, tendo o projeto várias redes de abastecimentos, numa teia instalada onde se destaca a construção de um empreendimento de luxo, uma vila com 12 habitações, parque de estacionamento, entre outras valias. Uma autêntica vergonha para uma ilha que sempre foi fiel a este partido. Uma obra que ainda não saiu do papel, mas está já mergulhada num plano gigantesco de corrupção com contratos de cedência de um terreno para instalar a base logística da obra, garantindo ao proprietário que, de volta, recebe um aldeamento de luxo a custo zero para não falarmos de carros de alta cilindrada que foram compradas com dinheiro desta obra e estão na posse do senhor José Maria Neves, na capital.

Tudo isto são questões que o senhor primeiro-ministro quer evitar, ou pelo menos desviar a atenção da opinião pública. São indícios evidentes de que o propósito do paicv é desviar do cerne do escândalo e nunca o interesse de proteger ou minimamente zelar para o bem público. O estranho é que, depois destes longos anos, apareçam agora numa altura crucial em que o País necessita de dados sobre estes casos, tentam confundir as pessoas com CPI’s. Se realmente existiram irregularidades e crimes, não entendemos o porquê da CPI somente agora. As motivações são, no mínimo, estranhas. Mas queria aqui deixar bem claro que qualquer dirigente político, de qualquer partido, envolvido em práticas de corrupção deve ser chamado à Justiça. Assim, os fanfarrões que vivem desta prática envolver-se-iam na política por uma causa justa e não para enriquecimento ilícito.

Candido Rodrigues.

Author: Diario CV

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15 Comments

  1. Bon dia Pesoal , é bon saber tudo isso , + os manipuladores da economia do Pais tem razão a fazer desvios para os intereços pessoais , pq eles sabem que a população da diaspora ta aqui pra fazer o que eles não fazem olha por exemplo o povo da Ilha de Boa Vista residéntes ém Paris mandou 10 mil contos pra fazer grandes obras na Boa Vista fora aqueles de AMERICA , da ITALIA da Holanda i de + i + , é esta razão que lancei o vidèo pedindo a todos os caboverdianos da diaspora pra não ir + VOTAR pa deixar so os que vivam nu pais votar ali voces terà o resultado

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  2. m recibe ess 10 mil contos precisamente

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  3. Kem recibe ess 10 mill contos precisamente?

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  4. O nome da Associação é Eco Chaves são costituidos de patriotas de Boa Vista eles que mandou esse 10mil contos para fazer um jardim Infantil i 21 casas de banho em Bofareira ok ta publicado oficial

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  5. Caro Amigo sr: Brito a noticia fui oficial , que um grupe de 80 compatriotas de Boa Vista tem uma Associação com nome Eco Chaves esta a financiar um projeto de 10 Mil contos para fazer um jardin infantil i 21 casas de banho em Bofareira ok , agora eu pergunta o sr: Brito pq um caboverdiano de Marselha mandou umas mobilhas pra sua casa propria , era elementos de cuzinha que lhe custou media de 1200 eur i la né Alfandêga ele pagou uma media de 140.contos de despacho , pq não devemos levar nada pq nu chines tem tudo é isso , por isso vou continuar a pedir os caboverdianos da diaspora pra não + votar pq não temos regalia nu nosso Pais

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  6. Djon Ty Djo oke ke tem haver ess 10 mil contos com ess governo?

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  7. Afinal boce fka sem voz porke boce nao tem argumento nehum; antis di fazer calomnia boce ki tem argumento i credibilidade

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  8. O Sr: Bob Brito ja + veio pra dizer qualquer coisa , espero que ele viu a noticia oficial , agora é orientar aos seus amigos que recebeu a soma ok

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  9. Boce ta manda boca sobre um desvios ke nunca tinha. Boce ta faze calomnia de baixo nivle sem credibilidade nehum. Oli um communicado recente di camara municipal de Boa Vista.

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  10. Boce ta manda boca sobre um desvios ke nunca tinha. Boce ta faze calomnia de baixo nivle sem credibilidade nehum. Oli um communicado recente di camara municipal de Boa Vista.

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  11. A Câmara Municipal da Boa Vista e a associação de emigrantes da Boa Vista residentes em França (Eco Chaves) assinaram hoje um protocolo que visa o financiamento de 21 casas de banho e um jardim infantil em Bofareira.

    O documento foi assinado na cidade de Sal Rei pelo vice-presidente da edilidade, Xisto Baptista, e pelo presidente da Associação Ecos Chaves, Orlando Livramento.

    Orlando Livramento lembrou que esta associação, com 25 anos de vida, sempre tem trabalhado para ajudar no desenvolvimento de Cabo Verde e, de forma particular, da Boa Vista.

    “Nós sempre pensamos em Cabo Verde. Esta é primeira vez que conseguimos um financiamento desse tipo. Esperamos que seja o primeiro de muitos e que no futuro possamos também desenvolver outros projectos para a Boa Vista e para Cabo Verde”, disse.

    O projecto está orçado em cerca de 10 milhões de escudos e visa, segundo Xisto Baptista, levar um pouco de qualidade de vida aos moradores dessa localidade encravada da ilha.

    Xisto Baptista, em nome da edilidade boa-vistenses, agradeceu o empenho da associação na mobilização destes recursos para a construção das 21 casas de banho nas residências das famílias mais carenciadas e do jardim infantil que beneficiará crianças de toda a localidade.

    Do montante total das obras, 80 por cento é proveniente do financiamento da Cooperação Francesa e cinco por cento do fundo da Associação Eco Chaves.

    A edilidade boa-vistense compromete-se também a comparticipar com 15 por cento do total do custo das obras cuja conclusão está prevista para Setembro deste ano.

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  12. A Câmara Municipal da Boa Vista e a associação de emigrantes da Boa Vista residentes em França (Eco Chaves) assinaram hoje um protocolo que visa o financiamento de 21 casas de banho e um jardim infantil em Bofareira.

    O documento foi assinado na cidade de Sal Rei pelo vice-presidente da edilidade, Xisto Baptista, e pelo presidente da Associação Ecos Chaves, Orlando Livramento.

    Orlando Livramento lembrou que esta associação, com 25 anos de vida, sempre tem trabalhado para ajudar no desenvolvimento de Cabo Verde e, de forma particular, da Boa Vista.

    “Nós sempre pensamos em Cabo Verde. Esta é primeira vez que conseguimos um financiamento desse tipo. Esperamos que seja o primeiro de muitos e que no futuro possamos também desenvolver outros projectos para a Boa Vista e para Cabo Verde”, disse.

    O projecto está orçado em cerca de 10 milhões de escudos e visa, segundo Xisto Baptista, levar um pouco de qualidade de vida aos moradores dessa localidade encravada da ilha.

    Xisto Baptista, em nome da edilidade boa-vistenses, agradeceu o empenho da associação na mobilização destes recursos para a construção das 21 casas de banho nas residências das famílias mais carenciadas e do jardim infantil que beneficiará crianças de toda a localidade.

    Do montante total das obras, 80 por cento é proveniente do financiamento da Cooperação Francesa e cinco por cento do fundo da Associação Eco Chaves.

    A edilidade boa-vistense compromete-se também a comparticipar com 15 por cento do total do custo das obras cuja conclusão está prevista para Setembro deste ano.

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  13. Estou cem por cento de acordo consigo, senhor Cândido Rodrigues. Se o MPD deixar de criticar o PAICV, então pode deixar a política e começar a rezar missa, e vice-versa. Mas é preciso esclarecer o seguinte. Criticar só por criticar é infrutífero. Uma crítica que é 100% negativa pode ser contraproducente. O verbo “criticar” vem do grego krino que é também a raiz da palavra “juiz” em grego. Com se sabe, o símbolo da justiça é uma balança em equilíbrio. O juiz faz uma “balança” de argumentos pro et contra a uma asserção, tese ou a um caso em litígio. Também na política, e não só na jurisprudência, é desejável uma crítica construtiva baseada numa argumentação constituída por pro- e contra-argumentos. Além disso, uma crítica construtiva é legio no campo científico, onde os cientistas criticam uns aos outros, apontando o que é vantajoso ao progresso científico e o que é desvantajoso ao mesmo. Falando à política, por exemplo dizer que o PAICV não faz nada no actual governo é uma crítica completamente negativa que não convence a ninguém. Uma crítica construtiva, aponta, em primeiro lugar, o que esse partido tem feito. Em segundo lugar, procura responder às perguntas: O PACV fez algumas obras, mas de onde veio o dinheiro? As obras foram feitas para beneficiam a quem? Elas foram feitas em honra de quem? Que companhias construtoras foram usadas? Que critério imparcial foi usado em contractar as companhias construtoras?, etc. Em responder estas e outras perguntas a fins deve aparecer a diferença ideológica entre PAICV e os outros partidos em Cabo Verde. Um outro aspecto de uma crítica construtiva relacionada a estas perguntas, é o dever moral do crítico explicar ao leitor, o que faria de melhor o partido na oposição, se estivesse a governar e porque e como.

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  14. Criticar so para blasfemar nao faz nenhum sentido.Quanto ao casos apresentados pelo senhor Candido Rodriguis.O mpd so criticou e nao apresntou provas.Portanto a montanha pariu um rato!

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